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Fevereiro 23, 2009 por soualexdias

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de clarice…

Dezembro 11, 2008 por soualexdias

retratoclarice

‘e de repente nós todos chegaremos ao meio-dia.’

redundância

Dezembro 5, 2008 por soualexdias

não importa a distância, a estrada vazia. o olhar ensurdecedor da falta. não importa a tentativa incalculada de parar o trem. nenhuma lágrima… em que me meti? que monstros amedronto? o que vejo não é animador, mas frustrante e fracassado. olho e vejo coisas desagradáveis, vejo monstros manipuladores e egoístas. percebo o pulso forte da correia nos dentes da engrenagem. ele já se apresentou e, na correria do medo, só fortaleci seu semblante, que retorna para receber seu pagamento. sim, o vejo de frente, ainda nebuloso, mas defino o contorno dos lábios, a força dos dentes, o sorriso irônico do vencedor. é vaidoso  e feito de ar. é pesado como gás. é atraente como o vento. é de mim que sai o gosto amargo do terror. é por mim que manifesta o aguerrido jogo do poder, do controle voraz da matéria. é para mim que ele olha, espelho turvo da vontade. meu reflexo incontestável. meu monstro. é assim que me aproveito. é disso que me alimento, do calor do desejo, da utilidade inútil da presa. é disso que o assassino se farta. é da contagem das dores. a dor, a culpa, a desordem, passaram a ser ficcionais, mas tenho coragem de admitir que falhei. falhei em mim. já me disseram para mudar a sintonia. que a vida é uma questão de ajuste sinfônico eu acredito, agora, que atraimos o que liberamos é um preconeito atormentador e cruel da verdade. é curioso o mar de desgaste causado por tentativas de mudança. é puro teatro. é fazer uma mentira, verdade. o querer não corresponde com o significado das ações. explico: querer mudar e não agir em favor do desejo. acreditar que quer, embora o querer se vulgariza na corda que bate todos os dias na vidraça caolha de um edifício abandonado. existiu época em que acreditei ter poder o querer. ou invento ou aqueço esse tema, mas não percebo sua verdade. tem que ter fé? o lugar do fiel não apreendi. rodei templos internos e externos e no momento em que a fé, dizem, se manifesta na alma, em mim não percebi. recorri a longas tentativas, outras mais, outras ainda. no frigir dos ovos, me encontro no mesmo caldeirão hermético de dejetos carnais.

ah! sentado diante da imensidão…

Dezembro 5, 2008 por soualexdias

“encaminhando as almas para a aldeia dos mortos, o funeral reorganiza a sociedade dos vivos.”

no horizonte vejo o limite da realidade. as árvores balançam com o grito dos ventos e o murmúrio das ondas quebrando na areia quente do meio-dia. felizes, eles vão levados pela curiosidade ou, embalados pela vontade de antever o que há muito já foi visto, percorrem os mesmos caminhos antes selvagens e hoje sem frescor. sentada, ela e suas cocadas observam o vai e vem dos seres que buscam o destino que outros viveram. de lá, do horizonte, eles chegaram e nos viram e a partir daí tudo se apresenta caótico e descompassado e, a partir daqui, começamos a criar nossa própria vontade através da observação do outro, do tempo e do movimento da natureza.

já falei de tristeza, vejamos beleza.

Outubro 9, 2008 por soualexdias

mapplethorpe

 

onde a tristeza tem lugar?

Outubro 7, 2008 por soualexdias

é no olhar vago e ausente de gente!

ando triste de mim…

Outubro 7, 2008 por soualexdias

ando triste de mim… de recontar dias na espera de um milagre. abro a boca pra ver se o ar encaixa, mas só a dor se exibe nas entranhas. o papel da alegria se desfaz com rapidez, o da felicidade ainda não foi escrito. caleidoscópico como clarice, prosmíscuo como qualquer pensamento. vago na lembrança de terras férteis, terras jovens. me perco no detalhe alheio. no meio daquele caminho tinha uma pedra, no meu escuridão de tormenta. medo do frio. medo. o sinal da dor se espalha à medida que acordo já que ao adormecer manteve latente os caminhos melífluos da decepção. que adianta um sorriso se o rasgo da boca não acompanha o peso do sofrimento? me pergunto onde troquei de estrada, meus tijolos não estão dourados…

samba de um minuto

Agosto 17, 2008 por soualexdias

Roberta Sá

Composição: Rodrigo Maranhão

Devagar
Esquece o tempo lá de fora
Devagar
Esqueça a rima que for cara.

Escute o que vou lhe dizer
Um minuto de sua atenção
Com minha dor não se brinca
Já disse que não
Com minha dor não se brinca
Já disse que não.

Devagar
Esquece o tempo lá de fora
Devagar
Esqueça a rima que for cara.

Escute o que vou lhe dizer
Um minuto de sua atenção
Com minha dor não se brinca
Já disse que não
Com minha dor não se brinca
Já disse que não.

Devagar, devagar com o andor
Teu santo é de barro e a fonte secou
Já não tens tanta verdade pra dizer
Nem tão pouco mais maldade pra fazer.

E se a dor é de saudade
E a saudade é de matar
Em meu peito a novidade
Vai enfim me libertar.

Devagar…

sunset boulevard

Agosto 12, 2008 por soualexdias

 

 

 

 

 

 

  

 _ you’re norma desmond. you used to be in silent pictures. you used to be big.

_ i am big. it’s the pictures that got small.

 

bravo!!!

transpiração

Julho 25, 2008 por soualexdias

um dos melhores projetos musicais que já ouvi: 

 

 

 

 

 

 

 

 

 A inspiração vem de onde?
Pergunta para mim alguém
Repondo talvez de longe
De avião barco ou bonde?

Vem com meu bem de Belém
Vem com você neste trem
Das entrelinhas de um livro
Da morte de um ser vivo
Das veias de um coração

Vem de um gesto preciso
Vem de um amor vem do riso
Vem por alguma razão
Vem pelo sim pelo não

Vem por uma gaivota
Vem pelos bichos da mata
Vem lá do céu vem do chão
Vem da medida exata
Vêm dentro da tua carta
Vem do Azerbadjão
Vem pela transpiração

A inspiração vem de onde?
De onde?
A inspiração vem de onde?
De onde?

Vem da tristeza, alegria.
Do canto da cotovia
Vem do luar do sertão
Vem de uma noite fria
Vem olha só quem diria
Vem pelo raio e trovão
No beijo desta paixão

A inspiração vem de onde?
De onde?
A inspiração vem de onde?
De onde?